Isto já roça o ridículo.
Será que ainda há por aí algum monge copista que possa exigir taxas às editoras livreiras porque "sofreu consideravelmente com a revolução" tipográfica?
Será que ainda há por aí algum bardo cantor que possa exigir taxas às editoras discográficas e de vídeo-clips porque "sofreu consideravelmente com a revolução" dos suportes áudio-visuais?
Será que ainda há por aí algum bobo da corte que possa exigir taxas às editoras cinematográficas porque "sofreu consideravelmente com a revolução" da 7a arte (no seu caso na área da comédia)?
Realmente, um dia deviam provar o próprio veneno.
A "indústria criativa" parece que não tem criatividade suficiente para saber evoluir com o progresso, e esquece-se que foi o progresso que a tornou numa "industria". Acabe-se então com o progresso, mas ao menos acabe-se com a "indústria" cancerígena da "criatividade", porque prefiro a "criatividade" copista dos monges, as cantigas e lamurias dos bardos e as parvoíces inocentes dos bobos da corte à Maldita Inquisição dos nossos dias.