Meu deus que post enorme:P
LOL, pois, por isso até tenho medo de ir ao fórum quando não tenho tempo para responder, ficam-me as ideias a fermentar e depois saem de rajada

Suspeito é que esta resposta ainda seja maior e ninguém vai ter pachorra de ler, enfim...

1º O conselho europeu é constituído pelos governos dos países da UE.
Ok, tinha percebido mal a frase, já reli e o que os presidentes nomeiam são os governos que depois sim têm um representante no conselho... check!

2º a tua ideia de os profissionais da área escolherem quem é os ministros é um bom principio, mas quem escolhia o ministro dos negócios estrangeiros? da defesa? da cultura? administração interna? agricultura e pesca? ambiente e ordenamento do território? assuntos parlamentares? da economia e inovação? das finanças e administração publica? ministro das obras publicas? ministro do trabalho?
Sei lá, vou dar uns “tiros” para o ar...
“ministro dos negócios estrangeiros?“ - O melhor diplomata, escolhido entre os seus pares
“da defesa?” - O melhor militar, escolhido entre os seus pares
“da cultura?” - O melhor artista, escolhido entre os seus pares
“administração interna?” - O melhor profissional dos vários ramos abrangidos pelo MAI, escolhido entre os seus pares
“agricultura e pesca?” - O melhor licenciado em agronomia/pescas(?), escolhido entre os seus pares
“ambiente e ordenamento do território?” - Os melhores ambientalista e arquitecto da área do ordenamento do território, escolhidos entre os seus pares
“assuntos parlamentares?” - O melhor deputado, escolhido entre os seus pares
“da economia e inovação?” - Os melhores empresário e cientista, escolhidos entre os seus pares
“das finanças e administração publica?” - Os melhores economista e gestor, escolhidos entre os seus pares
“ministro das obras publicas?” - O melhor engenheiro, escolhido entre os seus pares
“ministro do trabalho?” - O melhor sindicalista, escolhido entre os seus pares
Posso ter dado alguma gafe nas definições de profissões, mas é só uma ideia por alto. Serve?

O teu principio é inconstitucional e podes ter a certeza que esse capitulo não vai mudar nos próximos 100 anos, diz lá expressamente o presidente escolhe o primeiro ministro e este escolhe os seus ministros é daquelas coisas que não há volta a dar, alterar isto é quase impossível só se Portugal fosse um regime de partido único o que támbem praticamente impossível de acontecer.
Bem, aqui vou ter de discordar completamente de ti sobre o facto de isto não puder ser feito...
Repara, a Constituição diz que o Primeiro Ministro é que escolhe os seus Ministros certo?
Mas não lhe impõe nenhum critério, certo?
Se o critério de escolha cabe só, e só, ao Primeiro Ministro, então este pode escolher quem bem entender, com o critério que bem entender, certo?
Se lhe apetecer vai ao Circo escolher os palhaços, o anão e a mulher barbuda.
Se lhe apetecer escolhe o elenco das tertúlias cor de rosa, ou a malta da noite da má língua.
Se lhe apetecer vai a um desfile de moda escolher as modelos que mais lhe agradem, à lá Berlusconi.
Se lhe apetecer coloca lá os seus amigos pessoais ou os membros da sua própria família.
Obviamente todos estes critérios são absurdos e reprováveis, e provavelmente chumbados por todos inclusive pelo seu próprio partido.
Mas...
Se lhe apetecer promove votações para um ranking de competências entre os profissionais das diversas áreas e usa do seu critério de escolha “convidando para ministros os melhores eleitos pelos seus pares nas várias áreas ministeriais”. São eleitos para melhores nas suas áreas, não para Ministros, o PM é que usa como seu critério pessoal o de escolher os melhores em cada área.

Lá porque não está na Constituição Portuguesa não quer dizer que algo não seja possível, só é preciso ter visão para ver para lá do que está escrito e ler o que não está.

Eu acho que o PPP deve-se limitar só a determinados campos de acção (sejam estes alargados ou não) e assim deviam ser todos os partidos, correntes de pensamento politico que participavam na vida politica de forma muito limitada, para mim é errado um partido governar ou executar leis, quem deve fazer isso são pessoas.
Estás a dar-me razão, o que eu disse foi precisamente isso, que o PPP não governava!

Quem acabava por governar era um conselho de ministros escolhidos pelo Primeiro Ministro, que escolheria obviamente para cada cargo as melhores mentes nos seus campos específicos (assim votadas como tal pelos seus pares). A única pessoa do PPP, por força da indigitação do Presidente da Republica seria mesmo o Primeiro Ministro que não faria outra coisa senão coordenar os outros de modo a que a a máquina estivesse oleada e a funcionar.
Mesmo que o PPP assuma que quer governar os portugueses o PPP nunca vai governar os portugueses ao dizermos que queremos fazer parte do governo estamos a mentir com todos os dentes, e ou estamos a mentir a nós próprios ou estamos a mentir a toda uma nação.
Repara que dizer que se quer governar é diferente de assumir que se arranja uma solução de governo se nos cair nos ombros algum dia essa responsabilidade.
Ninguém está a dizer que quer governar, ninguém esta a mentir a ninguém, mas também é bom que ninguém seja irresponsável ao furtar-se às responsabilidades caso estas lhe caiam em cima. Esta solução que tem muito que amadurecer é apenas um exemplo para um compromisso de responsabilidade na premissa de que não desejamos o governo mas não o abandonaremos ao deus dará se a responsabilidade cair sobre nós. Se dissermos às pessoas que não queremos governar e como tal se formos indigitados para isso mandamos o presidente dar uma volta e escolher o segundo mais votado é logo o primeiro passo para NINGUEM nos levar a sério.
Eu volto a realçar governar para que? Vamos trair a causa pirata e começar a ter programa em tudo e mais alguma coisa, é que este assuntos que o nonnu chama de bufete são a razão para existirem partidos piratas.
Já disse que o PPP não vai governar ninguém coisa nenhuma. Muito menos trair qualquer causa que seja. Aliás, nem percebo esse argumento do “trair a causa pirata”. Trair uma causa é fazer o oposto do que a causa defende, algo como proibir a partilha ou atacar a privacidade pessoal. Não percebo como chegaste a essa conclusão, mas o uso de termos e expressões como “trair a causa”, “mentir com todos os dentes...”, “mentir...”, “mentir...” dá-me a entender que isto tocou aí um nervo qualquer e escreveste isto num momento de exaltação

È na minha opinião uma corrente que irá tornar os partidos o que eles realmente são, correntes de pensamento politico, deixando a condução politica as pessoas independentemente do seu partido ser pela liberalização da partilha os governantes não se podem meter nisso, isso é coisa que diz respeito unicamente a Assembleia da Republica o governo executa tudo tudo que a AR legisla.
O problema é que no dia em que existirem 1000 partidos a defender 1000 correntes politicas com as suas causas todas independentes umas das outras e eu só puder votar num ou ser membro de um, vou escolher qual se dos 1000 concordo com as causas de 500 deles?
E se 230 desses partidos conseguirem eleger 1 deputado cada para a AR? Como se faz o que quer que seja se todos só defenderem as suas causas e se borrifarem para o resto? Temos 230 propostas de lei passadas cada uma com 1 voto a favor e 229 abstenções? E não temos governo nenhum para as aplicar já que nenhum deles quer governar, porque só estão interessados em defender as suas causas e não querem assumir responsabilidades em mais nada...
Nessa altura a AR deixa de fazer sentido e o que tem lógica é que exista uma democracia referendária em todas as pessoas no conforto da sua casa, ou na Junta de freguesia ou noutro sitio devidamente autorizado, possa aceder electronicamente à sua área pessoal de votação, consultar os assuntos em aberto e votar neles como lhes apetecer.
De notar também que estes referendos de opinião teriam de estar permanentemente a votação, porque todos os dias morrem pessoas e novas pessoas passam a ter idade para votar e as opiniões sobre os diversos temas vão mudando. Podiam estabelecer-se alertas automáticos que avisassem em caso de uma mudança de maioria nalgum dos temas que obrigasse a agendar uma revisão das leis associadas.
Aí sim os partidos seriam correntes de pensamento politico para esclarecimento das pessoas todas e não só de uns iluminados na AR.
Se quiserem o governo é o órgão responsável pela burocracia do Estado. Imaginem que um governo é do PPP e a AR é do PS e sai uma lei que manda para a cadeia quem saca musicas, por muito que o PPP discorde disso o PPP enquanto estiver no governo tem que executar essa lei, pois a AR que representa a voz do povo determinou que se seguisse aquele caminho.
Primeiro se a AR fosse do PS o governo seria PS a não ser que eles fossem irresponsáveis como advogas que o PPP seja e tivessem essa atitude de não quererem formar governo.
Mas pronto, vamos la usar o exemplo.
O que aconteceria obviamente seria o governo demitir-se, já que isso iria contra os princípios do PPP. E depois quem iria para lá? O 3º partido mais votado? E durava quanto também? E depois ia o 4º? Nem era preciso, passados 6 meses da eleição que tinha elegido um PS irresponsável o Presidente dissolvia a assembleia da Republica e convocava novas eleições, e adivinha lá quantos votos teria o partido irresponsável?
O problema é que deste o exemplo ao contrário, o que vai acontecer se nos furtarmos ás responsabilidades é que o PPP vai ser o PS do teu exemplo e vai à falência politica no dia em que isso acontecer.
Ainda coloco um exemplo irrealista mas no limite para reduzir ao absurdo. Imagina que tanta gente nos achava o supra sumo da democracia que toda a gente votava em nós, ou pelo menos o suficiente para termos os 230 lugares da AR. Como se fazia se o PPP seguisse na ideia de recusar dar uma qualquer solução de governo?
Pura e simplesmente não se fazia governo!
Mas neste exemplo, usando das soluções que expus no meu post tinhas o seguinte cenário:
Um governo das pessoas para as pessoas, pelas melhores pessoas nas suas áreas.
Uma AR que votaria as propostas da causa pirata a favor por unanimidade e todas as outras consoante as percentagens obtidas por consulta directa às pessoas em referendo interno do PPP.
Seria o mais próximo de uma democracia directa sem ter de mudar uma palavra na Constituição... É uma utopia, mas demonstra a validade da solução para qualquer numero de deputados desde 1 a 230. Enquanto que a solução do “estou-me nas tintas para o resto” desmorona a partir de uma certa massa critica.
As coisas são assim. O PPP é um conjunto de cidadãos que não concorda com determinados assuntos e quer que estes sejam mudados irá em altura própria defender essas mudanças e caso o povo concorde ira fazer essas mudanças no local próprio.
O PPP também pode ser um conjunto de cidadãos que acha como deve ser seguido o interesse publico e como se deve concretizar as lei da AR. Qual é o interesse do PPP enquanto aquilo que é andar a meter-se nestes caminhos? Claro que podemos ser como os partidos actuais que se metem em tudo e deixa para segundo lugar a vontade do povo, administrando e legislando consoante a sua doutrina partidária.
Acho que não percebeste o que disse. A única “doutrina partidária” que o PPP tem são as suas causas. E em nenhum lugar disse que “deixa para segundo lugar a vontade do povo”, muito pelo contrário!
É precisamente o oposto! O que disse é que o PPP devia por em primeiro lugar as suas causas assumidas e as vontades do povo!
Ao alhear-se da “vontade do povo” borrifando-se para tudo o que não tiver a ver com a sua causa assumida esta aí sim a deixar “para segundo lugar a vontade do povo”
Imagina isto:
Imagina que tínhamos, vá, uns 3 deputados na Assembleia da Republica, e numa votação sobre o assunto A, do qual sabemos por consulta interna no nosso partido que 100% ou 99% ou uma percentagem bem alta dos nossos membros votaria Sim, e a votação na AR estiver com 114 deputados pelo Não e 113 pelo Sim, o que se deve fazer?
Resposta 1 - Somos piratas, portanto borrifamos-nos para o resto que não sejam as nossas causas, abstemos-nos e ganha o Não quando os nossos membros desejam o Sim?
Resposta 2 – Somos piratas mas também levamos em conta as opiniões dos nossos membros no que não são as nossas causas directas e votamos Sim, fazendo o Sim ganhar?
Qual das respostas deixa para 2º lugar a vontade do povo e qual é a que lhe dá voz?
Não é porque não nos apetece mas é porque extravasa os fins do partido e não é fugir a nenhuma responsabilidade em lado algum o partido mais votado tem que governar, o PR é que nomeia o Governo, não são os eleitores que o fazem, já aconteceu 2 vezes partidos menos votados formarem governo e parece que o Cavaco queria fazer igual mas saiu-lhe o tiro pela colatra.
Os fins do partido são defender a causa pirata a 100%, razão sine qua non, e acho que de preferência não amordaçar a opinião dos seus membros e votantes no resto.
Já agora um reparo, não é o PR que nomeia o governo, como dizes nesta frase, é o PR que nomeia o PM, e é o PM que nomeia o Governo, como disseste numa frase lá mais para cima
Continuo a achar que escreveste isto num momento de exaltação e além de não teres percebido bem o meu post, talvez por ser muito extenso e provavelmente teres lido à presa, já andavas a trocar-te todo na resposta

LOL
Quanto à AR as tuas ideias das coligações podem resultar é uma questão de sermos bons negociantes. Mas o problema não é votar que segundo a constituição basta ter 18 anos para o saber fazer, o problema é legislar que aí só devemos legislar segundo o nosso programa (independentemente de este só se limitar as questões da propriedade intelectual ou ter mais áreas de acção) o programa é um compromisso com o eleitorado que já mais deveria poder ser quebrado sob pena de demissão de quem o fizesse. A AR também fiscaliza a acção do PR e governo e tem poderes de estabelecer alguns acordos internacionais.
Repara eu não disse que o PPP devia propor o que quer que seja em termos de legislação sem ser no âmbito das suas causas. Aí estamos totalmente de acordo!
O que eu falei foi em como decidir em votações de legislação propostas por outros partidos de um modo que desse valor à vontade do nosso povo e não a passasse para 2º lugar, que é precisamente o que tu dizes que não queres, mas que se nos abstivermos em tudo ou votarmos em coligação sem a sondar (a vontade) corremos o risco de fazer.
O governo tem de ser independente da AR para esta democracia funcionar, por isso é que as maiorias ao contrario do que o PS e PSD pregam não são nada benéficas pois centralizam o poder do Estado durante 4 anos e isso meus amigos nós podemos mudar comprometendo-nos a não fazer parte do órgão meramente administrativo de Portugal. E assim de uma vez por todas cumprir o que já é principio no mundo moderno desde o sec. XVIII a separação de poderes e separar verdadeiramente o poder executivo do legislativo.
E queres uma independência maior do que aquela que proponho, em que os ministros são os melhores nas suas áreas, e provavelmente nenhum será sequer simpatizante do PPP?
A única presença do PPP nesse governo seria o de Primeiro Ministro por indigitação do Presidente da Republica e não faria mais do que manter a ordem e a paz nesse governo em que, por não ser partidário, teria reuniões muito tumultuosas com defesas apaixonadas de cada pasta por parte dos seus detentores. Seria um barco necessitado de um bom capitão para rumar com sucesso, e que melhor capitão que um pirata

LOL