quem cria uma obra literária ou artística deve ter um título legítimo de apropriação da sua "criatura", em termos não apenas morais (paternidade, integridade), mas também económicos, ainda que por tempo limitado.
parece isto de elementar justiça, para quem não aceite que "toda a propriedade privada é um roubo" e que, neste caso, "ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão".
conceber os direitos de autor como simples monopólios económicos inteiramente à disposição do legislador significa admitir que este poderá atribuir esses direitos não ao criador mas apenas às empresas do copyright, e que só contam os interesses da indústria.
o problema não é a propriedade dos autores mas antes a sua transformação em enormes privilégios comerciais neste sector, que ameaçam secar a própria fonte da liberdade de criação intelectual.
por este andar, qualquer dia a mera reprodução cerebral das obras, ainda que transitória, vai ter que pagar direitos!...
e sendo o cérebro um suporte/equipamento de gravação, ainda vamos ter que pagar "copyright levies" para usar o usar... já faltou mais!
dá que pensar, não dá? aproveitem, por enquanto pensar ainda não paga copyright.