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Autor Tópico: Pirataria com ética e moralidade  (Lida 925 vezes)

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Offline B0rg

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Pirataria com ética e moralidade
« em: 10 de Julho de 2009 às 16:07:47 »
Desde que sou a favor da pirataria que a defendo como sendo ética e moral. Na lista dos valores a que dou grande importância, a coerência é um dos que considero mais importantes e não poderia ter defendido uma posição se não a achasse coerente com as restantes posições que mantenho e com os restantes valores que defendo. Dessa forma se considerasse a pirataria como algo imoral não a defenderia. Não o acho e por isso defendo-a e defendo-a como sendo totalmente moral.

Só por um motivo de full disclosure, acho que é importante, antes de continuar, deixar aqui claro que sou uma pessoa religiosa e espiritual (presumo que ao contrário da restante maioria que por aqui anda). Sou Cristão mas não sou Católico. (A diferença é enorme entre ambos mas se alguém achar que ela não existe, acho que este não é o local para se discutir isso. Nem quero aqui discutir religião de forma alguma.) E mais, essa religiosidade e espiritualidade são partes importantes da minha vida e sou relativamente activo nesses campos. Considero então que o acto e a ideologia da pirataria estão inteiramente em concordância com uma moral Cristã.

Como disse anteriormente não sou Católico e não tenho nenhuma consideração especial pela igreja ou pelas suas hierarquias mas achei sobretudo curioso quando ontem e hoje novamente a p2p foundation publicou artigos sobre uma mensagem do papa que tocam um pouco neste assunto. (Não considero, nem quero deixar passar essa imagem, o papa como algum tipo de autoridade moral.)
1º artigo: Pope Benedict’s encyclical denounces excessive assertions of IP rights in knowledge
2º artigo: The pope and the ethical economy

Gostaria de destacar este trecho do 2º artigo, que se encontra também já destacado no mesmo
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The human being is made for gift, which expresses and makes present his transcendent dimension. Sometimes modern man is wrongly convinced that he is the sole author of himself, his life and society. This is a presumption that follows from being selfishly closed in upon himself


Esta ideia está de acordo com algo que já defendo há muitos anos.
Está de acordo com o slogan adoptado pelo movimento pirata de que "Sharing is caring".

Essa ideia é a de que a partilha é uma forma de generosidade. Fazer algo pelo outro. Quem partilha está a dar algo à comunidade, está a fazer pelos outros. Está a gastar a sua largura de banda, o seu espaço em disco para beneficiar outros. Isto é generosidade.

O outro lado, a ideia de que "Só levas o meu trabalho se pagares." é uma posição declaradamente egoísta. Ora vejamos:
- Uma cópia não implica a perda de uma compra. Todos sabem que isto é verdade e o argumento é utilizado apenas para tentar chamar a atenção. Ou seja, se eu copio, o autor original não perde nada.
- Muitos dos piratas copiam inúmeros trabalhos que nunca comprariam. A implicação disso é que se não existisse a pirataria uma grande maioria das pessoas teria muito menos acesso a obras culturais do que tem com a pirataria. Não existiria nenhuma diferença económica para os autores, existiria apenas uma diferença no acesso à cultura para os piratas. Uma sociedade com um maior acesso a obras culturais é mais rica culturalmente do que uma com um menor acesso a essas mesmas obras. Não existindo diferenças a níveis económicos, não há outra justificação plausível.
- Temos então o argumento de que: "Se queres ter acesso tens de pagar, não me interessa que não pagarias se não conseguisses aceder de graça!". Este argumento não é mais do que "Ou pagas ou não tens acesso". Não é um argumento para proteger perdas, é um argumento à caça de lucros.

Ou pagas ou não tens acesso

Quem não paga e tem acesso à mesma não afectou nada pois se não tivesse acesso também não pagaria. Logo o que temos aqui é uma posição de egoísmo puro. É um dizer: "Só quem eu quero", "Só se eu ganhar", "Eu é que mando", "Eu quero posso e mando", "O poder é meu", "O controlo é meu", "Eu, eu, Eu, EU, EU, EU, EU, EU".

Não tem nada a ver com a cultura ou com o acesso à cultura. Isso é irrelevante. É isso porque calhou a ser isso. Se fosse outra coisa também servia. O importante é ter lucro, o importante é as pessoas pagarem. Não se quer saber o que as pessoas fariam noutra situação (se não tivessem acesso), quer-se sim que elas façam o pretendido, PAGAR!!

Ou pagas ou não tens acesso
Muitas pessoas considerariam isto como chantagem do mais óbvia possível.

(Convém não confundir isto com a ideia do "ou pagas ou não tens acesso" dos produtos físicos pois aí o vendedor perde o seu produto quando o troca pelo dinheiro pedido. O comprador não poderia ter acesso sem pagar. É a grande diferença entre o roubo e a cópia e é o que faz a diferença entre um poder ser visto como chantagem e o outro não.)



Ou pagas ou não tens acesso



Temos então de um lado um movimento que quer partilhar, espalhar informação e conhecimento e cultura e que dá de si para fazer com que os outros também possam ter acesso a esses bens.

Do outro lado temos um movimento que quer tudo para eles, controlar tudo e fechar egoísticamente o acesso a menos que sejam cumpridas as suas condições.



O que me espanta é como é que ao longo do tempo o lado do egoísmo tem conseguido passar a sua visão como estando correcta e conseguir transformar um sentimento de irmandade e de caridade, um acto de devoção para com os outros em algo pernicioso para a sociedade.
No documentário "On Piracy" (que tive oportunidade de discutir um pouco estes assuntos com o autor, num outro fórum onde participo) pode-se ver um representante da correspondente da RIAA no Canadá e na entrevista ele defende exactamente a "Não partilha" e defende-a com base de que os bebés têm um sentimento natural egoísta de não partilhar com os outros.

Ora isso é verdade mas tem uma razão de ser. Acontece numa idade em que a criança ainda não desenvolveu a noção do outro. Ainda não está consciente de que existem outros e que não é o centro do mundo. É uma fase por que passamos enquanto a nossa noção da realidade, o nosso cérebro e a nossa mente se desenvolvem.

Não nos devemos esquecer que essa noção do outro, de que não somos o centro do mundo e o sermos bons para os outros, é algo que todos os pais tentam ensinar aos seus filhos, é algo que é considerado bom, algo desejável para um ser humano individual e para toda a raça humana.


É todo o conceito do fazer aos outros como gostava que me fizessem.

Partilhar é isso mesmo, é oferecer aos outros, fazer pelos outros como gostava que me oferecessem e me fizessem.




(sorry pelo tamanho mas tinha isto enfiado e precisava de sair. estes artigos foram a desculpa.)
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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #1 em: 10 de Julho de 2009 às 16:07:16 »
Li por alto e o que escreves aqui vale "ouro".. Estas ideias  :P

Logo à noite vou ler com mais atenção ;)

Cumps.

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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #2 em: 10 de Julho de 2009 às 16:07:01 »
Gostei imenso do artigo, mas acho que encaras a comunidade do file sharing com demasiada boa fé e até ingenuidade. Não fazes um retrato muito exacto da comunidade como ela é. Por cada um que defende que 'Sharing is caring' e que partilha efectivamente, há outro que quer fazer dinheiro a partir do trabalho dos outros e/ou que só partilha para ganhar rácio.

Mas enfim, há maus e bons e não é por isso que o movimento deixa de ter pontos válidos.

PS: Se tiveres um blog/página/etc relacionado com estas áreas manda PM ou põe aqui o URL pf.
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Offline B0rg

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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #3 em: 10 de Julho de 2009 às 16:07:56 »
Gostei imenso do artigo, mas acho que encaras a comunidade do file sharing com demasiada boa fé e até ingenuidade. Não fazes um retrato muito exacto da comunidade como ela é. Por cada um que defende que 'Sharing is caring' e que partilha efectivamente, há outro que quer fazer dinheiro a partir do trabalho dos outros e/ou que só partilha para ganhar rácio.

Mas enfim, há maus e bons e não é por isso que o movimento deixa de ter pontos válidos.

PS: Se tiveres um blog/página/etc relacionado com estas áreas manda PM ou põe aqui o URL pf.

Pontos muito válidos sim.
Uma grande parte da comunidade anda nisto apenas por benefício próprio.

Deixo algumas perguntas no ar em relação a isso:
- Será que a partilha é desvalorizada porque se partilha apenas para ter ratio? Ou é essa uma forma de economia como outra qualquer em que se "paga" à comunidade por aquilo que se recebeu desta? Fazendo o paralelo, será que o trabalho do artesão é desvalorizado porque ele cobra por esse trabalho?

- Será que o acto de partilha é desvalorizado porque não exige sacrifício considerável? Este é um argumento utilizado pelos membros da comunidade open source para fazerem a distinção entre esta e a comunidade pirata. Contribuir na comunidade open source exige um sacrifício enquanto que partilhar algo que se obteve de forma ilegal não custa nada.

Pessoalmente acho que o sacrifício só é necessário quando existe alguma coisa errada no mundo e que na sociedade perfeita este não é necessário. Deve ser valorizado claro, mas não se pode aproveitá-lo para desvalorizar aqueles que não chegam a esse ponto.

Em relação ao pessoal que saca saca saca e partilha ao mínimo, os leechers de outrora (que o termo agora tem um significado ligeiramente diferente). Que beneficiam da comunidade mas se recusam a contribuir para esta seja como for. Existem várias maneiras de pensar nessa situação. Considero-os acima de tudo imorais nesse aspecto, ou pouco consistentes. É o problema do free rider. Mas devemos lembrar que a comunidade existe mesmo com esse propósito. Prefiro um leecher a alguém que não tolera leechers. Prefiro alguém que não partilha a alguém que apenas partilha com quem também partilha pois essa ideologia tem a tendência de criar pequenas elites. O espírito de partilha perde-se quando se exige algo em troca. Essa é a grande ironia. Se eu só partilho segundo algumas condições, estou a ser menos caridoso. Se exijo que os outros sejam como eu perco a razão. O espírito de partilha não coloca condições e não se preocupa com os freeriders. Faz o que faz pelos outros e sem medo de que alguém possa beneficiar de algo sem pagar.

Essa é a diferença entre a comunidade pirata e os defensores do copyright. A comunidade pirata não exige que quem recebe dê de volta. Os defensores do copyright exigem-no. A diferença é só essa. Os autores criam obras e têm o direito de as vender. O problema é que o acesso a essas obras não passa só por eles e quando alguém tem acesso a elas sem passar por eles (sem lhes pagar) eles sentem-se traídos. Eles exigem que quem tenha acesso lhes pague.

Um pirata que exija que aqueles que recebem dele, dêem de volta é igual a um autor que exige que aqueles que acedem à sua obra lhe paguem.



Depois existem aqueles que são piratas, sacam tudo o que querem mas que defendem que o que fazem é criminoso e não concordam com qualquer mudança de lei. Alguns até são piratas e depois não admitem ver trabalhos seus a serem pirateados. Esses, no meu entender, não têm razão nenhuma. Quem é contra a pirataria ou acha que esta é errada, quem defende os direitos de autor na sua forma actual não deveria fazer pirataria nunca.

Mas isto sou eu com a minha grande valorização da consistência.

Em relação ao blog, ainda não tenho mas estou a tratar disso. Já tenho bue material para meter lá que foi uma coisa que queria antes de publicar. Não tenho tido tempo mas agora fiquei mais livre ou na próxima semana ou na outra, o mais tardar quero ter isso up. Entretanto ando a brincar com vários softwares para escolher o que usar e tal.

Ah, e em relação à questão de ver a comunidade com muito boa fé e tal, ya é uma característica minha. Sou um optimista por natureza e prefiro ver as coisas e as pessoas da melhor maneira possível. Acho que é a maneira mais correcta de olhar para elas até.
« Última modificação: 10 de Julho de 2009 às 17:07:17 por B0rg »
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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #4 em: 10 de Julho de 2009 às 17:07:11 »
Repara, eu quando falei dos que partilham só para ganhar rácio referia-me aqueles que não sentem empatia com o movimento e que querem apenas sacar uns seriados, partilhando ao mínimo como referiste.

Já agora, embora tenhas um ponto muito válido, defendo que o leeching não deve ser encorajado por ser uma ameaça estrutural à partilha (se toda a gente saca e ninguém 'upa'...)
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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #5 em: 10 de Julho de 2009 às 17:07:35 »
Não o encorajo mas também acho que não deva ser considerado como negativo e punido.
Vai sempre haver pessoal a partilhar. Entre aqueles que o fazem de boa fé com ideias semelhantes às que apresentei e aqueles que o fazem por algum benefício, dos quais existem bastantes, acho que nunca vamos ter falta de quem partilhe.

E lembro que uma comunidade privada (os casos mais emblemáticos desta situação) não sobrevivem sem leechers e o grande problema delas passa por aí. É impossível a manutenção de um ratio acima de 1 por todos os membros da comunidade. Para alguém ter mais de 1, alguém tem de ter menos. Isto é matemática. O pessoal das seedboxes e que luta para atingir ratios astronómicos só tem de agradecer a quem lhes saca as coisas que partilham pois se não fossem eles não teriam os ratios que têm e não teriam as reputações e posições sociais dentro dessas comunidades que têm.

O que é preciso mesmo é, como em todas as coisas, equilíbrio.
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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #6 em: 10 de Julho de 2009 às 17:07:01 »
Offtopic: Nos trackers privados em que participei existiam freeleeches volta e meia e o rácio mínimo era 0.6 ou 0.75.
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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #7 em: 10 de Julho de 2009 às 22:07:32 »
Agora que li atentamente o teu post leva-me a crer que descreves o espírito que existe na Scene e não nas comunidades P2P por aí existentes ;)

Muito bom! Parabéns ;)

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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #8 em: 11 de Julho de 2009 às 01:07:20 »
Também gostei muito deste tópico do B0rg, eu acredito que todos que participamos neste fórum tem uma ideia idêntica à tua, eu pelo menos tenho.

A partilha é uma coisa positiva e até louvavel, e acho que se o senhor da RIAA fosse um pai mas atento verificava que as crianças não são naturalmente egoístas, as crianças mimadas são mas esse não é ou não devia ser o padrão das crianças, pelo menos quando eu era puto não era assim.

E uma coisa é partilhar uma boneca/boneco outra é partilhar uma música, porque uma música pode ser "clonada" pela cópia, não existe uma escassez de recursos na propriedade intelectual como existe nos restantes direitos reais. Por isso não se justifica o egoísmo, porque o egoísmo só pode existir quando uma pessoa tema ficar privada da coisa. E do talento e da criatividade, ninguém fica privado por se partilhar a materialização dessa obra. Existe é muita ganancia neste mundo, mas já diz o velho dito quem tudo quer tudo perde e por aqui me fico sobre este assunto.

Considero que a pirataria trouxe muita coisa de positivo ao mundo cultural e esta não começou na Internet todos nós lembramos das rádios piratas, das k7s piratas e das vídeo-cassetes que se gravava com dois vídeos :-P

Eu sou artista, nomeadamente na área da sonoplastia e tenho toda mas toda a certeza que se não fosse a pirataria eu não fazia os meus registos sonoros, porque a pirataria abriu novas portas, criou até uma nova geração do Do It Yourself, uma geração que pode só por si fazer as suas criações artísticas sem depender de ninguém e uma geração autodidacta que aprende sozinha inúmeras coisas e eu acredito que se não fosse esta partilha que tentam criminalizar essa geração não existia.

No meu caso se não fosse a pirataria eu não saberia que existia uma grande diversidade de música ambiental, nunca me interessaria pela produção desses sons, nunca procuraria software open source para produzir esses sons e nunca iria por os meus trabalhos a partilhar em netlabes gratuitas porque estas também não existiam.

Partilhar é mesmo lobe <3 :P

Como o Mineiro disse há maus em todo o lado, e não querendo entrar na vossa discussão do P2P, acho que dessa maldade e ganancia que existe em todo o lado se pode tirar algo de positivo, não fazendo igual porque "eu é que tenho sucesso", mas marcando uma posição de diferença de procurar modelos alternativos mais justos.          
     
« Última modificação: 11 de Julho de 2009 às 01:07:08 por Miglas »
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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #9 em: 11 de Julho de 2009 às 01:07:44 »
Offtopic: Tens alguma coisa publicada online? Onde? Gostava de ver! :)
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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #10 em: 11 de Julho de 2009 às 13:07:36 »
Muito bom post Miglas! ;D

E agora deixo aqui uma questão.. Se vamos a uma loja para comprar um CD de música.. Vamos comprar sem saber se gostamos ou não do produto?

É como vermos uma cadeira na loja. Se se adequa aos nossos gostos e necessidades compra-mo-la! Vamos comprar uma coisa sem saber se gostamos ou não? Ou já começaram a aceitar devoluções deste tipo? :D

A pirataria é importante para proliferar a cultura e dar a conhecer novos trabalhos nas mais diversas áreas. Muitos artístas que por aí andam, se não fosse a pirataria nem conhecidos eram mas, mesmo assim, vêm a publico queixar-se que não vendem isto ou aquilo devido à pirataria. ::)

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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #11 em: 11 de Julho de 2009 às 13:07:25 »
Já me aconteceu comprar cds em lojas e ser uma desilusão e já me aconteceu sacar e adorar e depois comprar o album original, porque tinha melhor qualidade sonora, artwork, letras, etc... e não me arrepender em nada porque já tinha um prévio conhecimento do trabalho. Todos nós sabemos que aqueles previews de 30 segundos não dão para nada.
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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #12 em: 11 de Julho de 2009 às 13:07:25 »
Já me aconteceu comprar cds em lojas e ser uma desilusão e já me aconteceu sacar e adorar e depois comprar o album original, porque tinha melhor qualidade sonora, artwork, letras, etc... e não me arrepender em nada porque já tinha um prévio conhecimento do trabalho. Todos nós sabemos que aqueles previews de 30 segundos não dão para nada.

Previews esses que não se encontram disponíveis nas maiorias das lojas físicas.

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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #13 em: 11 de Julho de 2009 às 13:07:53 »
Bem, actualmente muitas bandas disponibilizam os seus álbuns para streaming na integra (e não estou a falar só de bandas indie obscuras) e publicam os seus videoclips no youtube (mais uma vez, não só bandas indie obscuras). Portanto o argumento do 'período de demonstração' tem vindo a perder expressividade.
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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #14 em: 11 de Julho de 2009 às 14:07:18 »
Bem, actualmente muitas bandas disponibilizam os seus álbuns para streaming na integra (e não estou a falar só de bandas indie obscuras) e publicam os seus videoclips no youtube (mais uma vez, não só bandas indie obscuras). Portanto o argumento do 'período de demonstração' tem vindo a perder expressividade.

Certíssimo. Por outro lado temos de ver que grande parte dos cidadãos não se encontram tão familiarizados com as novas tecnologias e quanto a mim, este seria um ponto de trabalho interessante para o partido.

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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #15 em: 11 de Julho de 2009 às 14:07:57 »
Mas se uma pessoa tem conhecimentos/possibilidade para sacar x álbum da net, com certeza que também os tem para ver o clip do youtube ou ouvir um stream. Era isso que eu estava a querer dizer.
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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #16 em: 11 de Julho de 2009 às 14:07:09 »
Mas se uma pessoa tem conhecimentos/possibilidade para sacar x álbum da net, com certeza que também os tem para ver o clip do youtube ou ouvir um stream. Era isso que eu estava a querer dizer.

Sim claro. Eu estava era a referir-me no meu post a que não possui esse tipo de conhecimentos.

É claro que "toda" a gente sabe o que é o youtube mas ainda existe grande parte da população que está a entrar ou ainda não entrou no mundo virtual.

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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #17 em: 11 de Julho de 2009 às 14:07:32 »
Eu acho que não me estou a expressar bem.

Os infoexcluídos não beneficiam da pirataria, no meu ponto de vista.
A única maneira de um infoexcluido ter um período de desmonstração é infoinclui-lo (esta expressão tem a partir de agora copyright :P) ou então dar-lhe um preview na loja física (existe a 3a opção, claro, da pirataria de feira).

Se os indvíduos não têm ligação à Internet, não pirateiam. E se têm ligação à Internet, já não se aplica o rótulo de 'infoexclusão'. E, se têm ligação à net, o argumento do período de demonstração está a perder mais e mais expressão, devido às razões que já referi.
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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #18 em: 11 de Julho de 2009 às 20:07:07 »
como já referi anteriormente não existe só pirataria na net, também existe fora dela. Fotocopiar um livro, gravar um cd/k7 pode não ser necessário a Internet e a pratica desses actos é infelizmente ilegal.
 
E em relação aos priviews é verdade que há cada vez mais artistas que disponibilizam os seus trabalhos mas isso não tem sido suficiente...não são assim tantos como isso são um número escasso de artistas com renome e que conseguem pressionar as suas editoras, noutras situações é muito raro.   
« Última modificação: 11 de Julho de 2009 às 20:07:27 por Miglas »
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Re: Pirataria com ética e moralidade
« Responder #19 em: 11 de Julho de 2009 às 20:07:20 »
Embora mais bem aceite. Grande parte da questão da pirataria é devido à tecnologia digital que permite cópias perfeitas.
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