Há uma diferença essencial entre ambos, o copyright não se aplica a ideias em si mas à maneira como são expressas.
São duas coisas diferentes que não se podem juntar.
OK! Bem observado. Mas as duas coisas podiam-se juntar se premiasses unicamente o génio humano, para que só pessoas singulares (de carne e osso) pudessem usufruir. Fosse um escritor, músico ou o inventor do canivete. Este ultimo também teria direito a uma forma de copyright por o número de vezes que a sua invenção fosse reproduzida.
E por ai adiante até chegar-mos à história do “uso não profissional” ou “quem nasceu primeiro? O ovo ou a galinha?”
Já repararam que a discussão procura sempre o mesmo? Lucro!!
E então a tal de civilização de que nos orgulhamos? O humanismo de que nos gabamos?
Isto são fórmulas injustas e ultrapassadas que só servem o lucro (só para alguns) sacado sempre aos mesmos.
As novas tecnologias estão ai, quer queiramos ou não e para o bem e para o mal tudo depende das formas como as exploramos, por isso há que procurar novas formas de lucro que não se baseiem neste modelo.
Senão reparem: o sapateiro da minha rua perdeu trabalho por se fabricarem sapatos cada vez mais baratos. Eu sou técnico de electrónica e agora não se reparam maquinas, deitam-se fora. Todos somos de uma forma ou de outra atropelados pela locomotiva do progresso. Porque não os artistas ou os inventores? Reformulem novas formas de lucro e sobrevivência e acabemos com esta discussão paranóica e mesquinha pela raiz acabando com esse tipo de direitos. Mesmo os hipotéticos lesados tem outras saídas sem comprometer a cultura ou a industria. Esta questão não pode ser negociada porque isso representa não reconhecer outra saída possível para o problema. Devemos condenar estes direitos apresentando novas soluções e não soluções baseadas no sistema existente.