Eya pessoal.
Isto pareceu-me suficientemente importante para alocar algum tempo para dar uma vista de olhos e vir cá dar a minha opinião.
De uma forma geral concordo. Tem lá tudo o que é essencial e precisa sobretudo de uma organização e revisão gramatical.
Fiquei contente de ver que, apesar de ter desaparecido do fórum quando isto se estava a começar a fazer, todas as minhas ideias também, de alguma forma, estão lá por isso estou completamente de acordo com os conteúdos como, praticamente, todos os que votaram e os que comentaram até agora.
Depois de ter lido a proposta alguns pormenores chamaram-me a atenção, sobre os quais acho que vale a pena pensarmos um pouco:
-O último grupo do preâmbulo lista de forma resumida os ideais do partido. Aquilo por que lutamos ou que pretendemos alcançar. Após o preâmbulo existe um capítulo para cada um desses pontos. Penso que a ordem deveria ser a mesma na lista resumida e nos capítulos, o que neste momento não acontece. Por exemplo, na lista do preâmbulo temos Partilha Cultural antes de Privacidade Pessoal enquanto que o capítulo sobre a Privacidade Pessoal aparece antes do sobre a Partilha Cultural. Acho que, não só a ordem deveria ser a mesma, como deveria haver alguma estrutura nessa ordem. Colocar os itens por ordem da importância que consideramos terem ou talvez pela ordem em que aqueles que sejam mais facilmente aceites pelo resto das pessoas venham primeiro ou ainda por uma ordem de um raciocínio em que um ponto que derive ou seja justificado por um outro venha no seguimento desse.
-Várias vezes se faz menção à Declaração Universal dos Direitos Humanos o que é importante. Os vários pontos em que se lhe faz menção existem também na constituição Portuguesa ou na lei Portuguesa em algum outro lugar? Isso seria importante também. Ou em algum lugar da constituição ou da lei Portuguesa se diz que esta cumpre ou respeita ou segue com a Declaração Universal dos Direitos Humanos? Dever-se-ia fazer menção a isso acho.
-Fala-se várias vezes em obras culturais mas, com excepção das partes que fazem alguma menção à medicina, quase não se refere obras científicas.
-Este ponto: "A ideia de uma taxa similar poder ser imposta nos contratos de serviços de acesso à Internet é inconcebível!" presente no capítulo Partilha Cultural - Direitos de Autor destoa do anterior e parece mais uma frase de um adolescente irritado. Penso que o manifesto deve servir para apresentar o que defendemos e explicar minimamente o porquê. Este ponto faz apenas uma afirmação que muitas pessoas podem considerar não válida sem oferecer nenhuma base ou fundamento. O ponto anterior relativo a um aspecto muito semelhante fundamenta-se melhor e penso que se poderia re-escrever este sem a carga emocional com base no anterior de uma forma muito mais estável.
-Por uma razão semelhante, a referência aos "Patent Trolls" no capítulo sobre Patentes e à sua explicação na wikipedia me parece excessiva e desnecessária. Ao referenciar um modelo de negócio de extorsão já se faz referencia aos mesmos sem utilizar esse termo que, no meu entender, num documento destes, soa mal. O ponto imediatamente seguinte também complementa bem o que se entende por "modelo de extorsão" pelo que a referência a Patente Trolls se torna desnecessária.
-Só um pequeno alerta em relação à questão dos genes. De uma forma geral estes são passíveis de descoberta sim, mas parece-me perfeitamente possível inventar novos genes. A criação de um gene não existente na natureza é mais coerente com o acto de invenção do que com um de descoberta.
-Quando se faz referência a que "A pesquisa deve ser patrocinada pelo estado" está-se a falar de toda a pesquisa ou especificamente da pesquisa médica? Sendo o segundo caso, como penso, acho que não está bem claro.
-Penso que falta alguma fundamentação nas partes dos algoritmos, software, etc. Houve talvez uma menor preocupação com esta parte do manifesto? Diz-se apenas que nos opomos a várias coisas sempre sem dar nenhuma explicação. Falta o porquê. Penso que há alguma relação com a engenharia nas várias patentes indicadas: algoritmos, e modelos de negócios são ambos processos, maneiras de fazer coisas. O mesmo acontece com modelos de apresentação de dados, são maneiras de apresentar dados.
-Não sei porque é que o estado tem de pagar um valor avultado quando um académico pago por este submete um artigo numa publicação científica. Os dois pontos seguintes fazem sentido mas este não percebo. Como ocorre este processo e porque é que o estado tem de pagar algo para isto?
-No fim, não sei se não fará sentido fazer referência, em conjunto com as transmissões da Assembleia da República, à publicação do Diário da República, que apesar de ter havido um progresso considerável no que diz respeito à sua acessibilidade, esta ainda não é perfeita e ainda é cobrado um valor monetário por muita da informação neste.
Foram os pormenores que me chamaram assim mais a atenção no pouco tempo que tive para pensar um pouco sobre o manifesto.
Infelizmente contínuo sem muito tempo para dedicar a isto mas vou tentando estar para as coisas mais importantes. Qualquer coisa, estou sempre contactável pelas PM's e pelos restantes contactos, mesmo que não ande por aqui pelo fórum.